10 atividades para abrir empresas pós-crise

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Você quer entender quais negócios abrir depois da crise? Que tipo de atividades terão sucesso pós pandemia? Vamos ao conteúdo sobre o sucesso nos negócios depois da pandemia.

É verdade que durante a crise provocada pelo novo coronavírus é bem difícil pensar e fazer planos futuros. Mas é igualmente verdadeiro que tempos de crise nos apresentam excelentes oportunidades de crescimento e que sai na frente quem enxerga adiante e se planeja.

O que não pode é ficar de braços cruzados, não é verdade? Qualquer crise, do tamanho que for, traz lições, e quem quer empreender (ou já empreende) precisa ficar atento a isso e utilizar esses ensinamentos a favor de seu negócio.

O Gerando Empreendedores apresenta 10 atividades para abrir empresas depois da crise. São negócios que vêm se destacando, mesmo em tempos de crise, e que apresentam excelentes oportunidades para quem quer investir e empreender com sucesso.

  1. Comércio eletrônico 

Não há dúvida alguma que o setor que mais se beneficiou do isolamento social foi o de comércio eletrônico (e-commerce). A compra online já vem registrando crescimento contínuo há anos, mas a crise do coronavírus turbinou ainda mais o setor, trazendo muita gente que jamais considerou a ideia de comprar pelo computador.

Muitas pessoas passaram a movimentar a sua conta bancária por aplicativo ou internet banking e a fazer compras de mercado da mesma forma. Era uma questão de necessidade, no intuito de se manter em quarentena. A verdade é que muitos novos usuários passarão a utilizar o e-commerce sem medo, adotando-o como rotina.

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a venda de produtos da área de saúde pela internet cresceu até 180% em tempos de coronavírus. Outras áreas não observaram números tão expressivos, mas cresceram em média 30%, o que já traz resultados fantásticos.

Ao mesmo tempo em que o e-commerce apresenta tamanho salto, se torna cada vez mais fácil criar uma loja virtual. O Google traz nada menos do que 53,5 milhões de resultados para a pesquisa “loja virtual grátis”.

Os ramos mais em voga de e-commerce são:

  • Saúde (principalmente medicamentos e produtos farmacêuticos);
  • Alimentação (principalmente quentinhas e comida de restaurantes);
  • Supermercado (incluindo pequenas mercearias).
  1. Delivery para abrir depois da crise

A atividade de delivery também tem tido um destaque fantástico em tempos de pandemia. Se a atividade de e-commerce cresce, o delivery cresce junto. Afinal, alguém precisa entregar o que você comprou por algum canal digital, não é mesmo?

O número de aplicativos que exercem essa atividade cresce, e seus lucros idem. Uma das gigantes do setor, a Rappi, observou um crescimento de 30% nas suas vendas em toda a América Latina durante a crise do coronavírus. O que se tem observado é que quem experimenta o serviço de delivery passa a adotá-lo com frequência.

Um dos ramos que mais cresce em delivery é o de transporte de bicicleta. É ecológico, sustentável, os investimentos são baratos (assim como a mão de obra utilizada) e os lucros altos, com demanda aquecida e diária, sem sazonalidade.

  1. Venda de quentinhas

Esse é o terceiro ramo que tem aproveitado muito o momento de crise. Inúmeros restaurantes que inicialmente pensaram em fechar as portas durante a quarentena voltaram atrás e se reinventaram, oferecendo quentinhas para seus clientes. Muitos garantiram apenas a féria do dia, mas também é grande o número de estabelecimentos que encontraram bons lucros vendendo marmitas.

Novos empreendedores enxergaram na atividade uma excelente oportunidade, começaram a oferecer quentinhas para vizinhos e amigos e já tiveram que ampliar a equipe para dar conta dos pedidos crescentes. Esse também é um mercado que veio para ficar, porque recebeu inúmeras pessoas que jamais haviam comprado quentinhas, o fizeram por necessidade e gostaram.

Os investimentos inicias podem ser bem baixos, e isso é uma grande vantagem. É possível começar sem sequer montar um esquema de delivery, bastando usar os grandes aplicativos do mercado. Mas é sempre bom lembrar que a demanda crescente exigirá esforços e investimentos, sob o risco de perder mercado se não conseguir atendê-lo satisfatoriamente.

  1. Energia solar

O número de instalações de energia solar cresceu inimagináveis 81.000% nos últimos cinco anos. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em 2018 o Brasil contabilizava 48.613 sistemas de energia solar instalados, e esse número deve pular para 886 mil sistemas instalados em 2024.

Alguém duvida que esse seja um mercado em franca ebulição e cheio de perspectivas de excelentes negócios? É preciso estudar muito sobre o assunto, manter um ponto de venda físico e virtual com showroom, ter veículo para transportar o material, contar com equipe de instaladores, oferecer garantia, mas em compensação os lucros são altos e você poderá comprar os sistemas à medida que vendê-los aos seus clientes.

A boa notícia é que o mercado não só comporta como precisa de novas empresas vendedoras de sistemas de energia elétrica, e ainda assim há muitas opções de cursos e de fornecedores, que vão lhe dar todo suporte necessário.

  1. Clube de assinatura (Abrir Empresa depois da crise)

Você sabe o que é um clube de assinatura? Este é outro mercado que tem se aproveitado do excelente momento que o e-commerce vive, e cresce progressivamente, apresentando excelente retorno de investimento.

O clube de assinatura, como o próprio nome sugere, funciona com um sistema de assinatura. Mas ao invés de assinar uma revista ou o jornal da sua cidade, você assina a compra regular de um determinado produto. E, nesse caso, o céu é o limite: há clubes de assinatura de vinhos, queijos, pães, charutos, livros, perfumes, cervejas artesanais, cosméticos e muito mais.

O consumidor paga mensalmente uma taxa e, assim, todo mês recebe um produto. O clube de assinatura é um especialista naquele produto, por isso enviará algo diferenciado, que valha o investimento do vínculo. Muitas vezes, o assinante nem sabe o que receberá, mas espera ansioso por sua encomenda.

Os investimentos de um clube de assinatura não são pequenos. É preciso investir em logística (distribuição), armazenamento, compra de produtos, divulgação e por aí vai. Em compensação, são vendas fidelizadas, o que garante o faturamento sempre em dia.

  1. Food truck para Abrir Empresa depois da crise

Observamos um boom no mercado de food truck em todo o país, inclusive em cidades menores. O brasileiro gosta de comer na rua, e a possibilidade de encontrar uma comida mais gostosa e goumertizada, a preços populares, fez o maior sucesso.

É verdade que o isolamento social atrapalhou o mercado, mas esse é um problema momentâneo. Muita gente tem ganhado um bom dinheiro com food trucks, tanto que grandes restaurantes aderiram ao negócio, lançando seus próprios food trucks.

O investimento no veículo não é pequeno. É preciso adaptá-lo para a atividade, montando uma verdadeira lanchonete sobre quatro rodas. A envelopagem do veículo também é necessária, porque a identidade visual de um food truck é muito importante.  Mas os maiores gastos param por aí. Em geral, dois funcionários podem ser suficientes para o preparo e a venda das comidinhas.

Não há dúvidas de que é um mercado em franco crescimento. Tão em voga que se multiplicaram os eventos que reúnem em um mesmo espaço vários food trucks, que oferecem diferentes opções de consumo, criando points em várias cidades do país.

  1. Consultoria/Coach para Abrir Empresa depois da crise

Os números são animadores: de acordo com a Internacional Coach Federation (ICF), a atividade de coaching cresceu 300% em solo brasileiro nos últimos quatro anos. Acredita-se que o segmento gerou um movimento de mais de R$ 50 milhões nesse tempo.

E vamos combinar que muita gente vai precisar de ajuda nesse momento pós-crise, não é mesmo? Isso significa que a atividade de consultoria e coaching vai crescer bastante, trazendo muitas oportunidades de negócios.

O empreendedor precisa ser um especialista no assunto que prestará consultoria (ou, ao menos, conhecer bem e contar com uma equipe que tenha tal expertise). Mas os investimentos são inicialmente pequenos, e a atividade cabe muito bem no formato de home-office, que, aliás, é uma tendência que parece ter vindo para ficar.

  1. Marketing Digital

As redes sociais abriram espaço para qualquer negócio se divulgar, por menor que seja. E é lá que estão os clientes, que querem interagir com suas marcas preferidas, ser ouvidos e consumir também. Não à toa, o mercado de marketing digital explodiu, transformando-se em uma excelente opção de negócios. Afinal, não faltam clientes para uma agência de marketing digital.

Em períodos de crise, muitos empresários freiam os investimentos em marketing, na busca por menos gastos. Pode ser uma necessidade, mas é um erro. No entanto, em período pós-crise, voltam com força total porque sabem da importância de se divulgar nas redes sociais.

As agências de marketing digital continuam faturando em tempos de crise, mas ganham novos estímulos no período pós-crise, com a ampliação da clientela e do valor investido por ela.

Dono da expertise, o empreendedor pode optar pelo home-office e precisa, em tese, apenas de um computador, uma impressora e banda larga para começar a trabalhar. Obviamente que a atividade requer mais investimentos, como máquina fotográfica e diversos softwares de edição, mas é possível empreender nessa área com pouquíssimo investimento inicial.

  1. Conserto de Produtos

Está aí uma tendência que também veio para ficar: o conserto de produtos eletrônicos. Por muito tempo se pensou que a compra, com direito a garantia, era a melhor solução diante da quebra de um produto, mas crises econômicas sempre trazem ensinamentos, e o principal deles talvez seja a revisão das nossas necessidades e prioridades.

Para empreender nessa área é preciso ter expertise no assunto e uma pequena loja, para onde o cliente levará o produto para conserto, seja ele um celular, um micro-ondas, um televisor ou um notebook. O empreendedor precisa ter peças de reposição, mas as mais caras podem ser compradas por encomenda, diante da demanda.

Alguns negócios têm aumentado o faturamento fechando parcerias com grandes empresas, com sistema de assinatura, como uma espécie de plano de saúde. Também tem quem ofereça ao cliente a possibilidade dele pagar uma pequena mensalidade, com direito ao serviço, como uma espécie de seguro.

  1. Franquias para Abrir Empresa depois da crise

Há 20 anos consecutivos (e independente das crises pelas quais passamos neste período) que o mercado de franquias vem crescendo no Brasil, estabelecendo-se como um excelente modelo de negócio. De janeiro a junho de 2019, o setor faturou R$ 84,5 milhões, segundo a Associação Brasileira de Franchinsing (ABF).

Com 36 mil restaurantes, o McDonald’s é a maior franquia do mundo. Aqui, as maiores são Boticário, AmPm Mini Market, Cacau Show e, claro, McDonald’s.

Investir em franquia atrai muitos empreendedores por oferecer um negócio consolidado e todo apoio para sua gestão. Mas foi se o tempo que era preciso ter muito dinheiro para investir em uma franquia. Hoje, o mercado oferece a microfranquia, definida pela ABF como uma franquia com investimentos até R$ 90 mil. Há, ainda, franquias online, com investimentos inferiores a R$ 10 mil, e esse é um dos segmentos que mais crescem nessa modalidade. Nós temos um conteúdo específico sobre o tema, que pode lhe interessar muito.

A contabilidade será a sua maior aliada

Não tenhas dúvidas de que essas 10 atividades para abrir empresas depois da crise podem trazer excelentes resultados financeiros, mas a gestão de qualquer negócio requer muita atenção e cuidado.

A legalização e a gestão dos números devem ser entregues a um escritório especializado de contabilidade, que tem, no entanto, um papel muito maior atualmente. Cabe ao contador funcionar como uma espécie de conselheiro do empresário, apresentando-lhe informações consolidadas para a tomada de decisões.

Na contabilidade moderna, os números são apresentados de uma forma que é possível enxergar a exata realidade financeira da empresa. A contabilidade deve ser uma ferramenta de gestão, um diferencial competitivo, que ajude ao empreendedor tocar o seu negócio.

O sucesso não depende apenas do desejo de alcançá-lo. É preciso inspiração, expiração, muito trabalho, dedicação e contar com as ferramentas que estão disponíveis para ajudá-lo a alcançar seus objetivos. A contabilidade moderna é uma delas.

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