5 atividades que permanecem em alta mesmo em tempos de crise

atividades para abrir empresa em tempo de crise

Todo empreendedor busca um negócio sustentável, seguro e rentável, que se sustente bem mesmo em tempos de crise. A gente sabe que a vida é cíclica, que maus momentos fazem parte de qualquer negócio, mas na hora de empreender, sempre procura uma atividade que vá resistir aos períodos de tempestade, não é verdade?

A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus é uma novidade para todos nós. Empreendedores brasileiros, canadenses, indianos ou israelenses – de onde for – vivem um momento único e diferente de tudo o que já se experimentaram. Mas há setores que continuam gerando bons resultados, mesmo diante da quarentena mundial. Listamos 5 atividades que permanecem em alta mesmo em tempos de crise – e temos muito a aprender com isso.

As profissões em alta

Antes de listarmos as 5 atividades que se destacam em tempos de coronavírus, é bom conhecer as profissões que estão em alta, mesmo diante de períodos de crise. Nunca é demais lembrar que antes mesmo da chegada do novo coronavírus, já vivíamos uma crise financeira e fiscal muito forte no Brasil, com altíssimas taxas de desemprego e desaceleração da economia.

É importante que os empreendedores conheçam as profissões consideradas em alta por um motivo muito simples: muitas vezes, a escolha do negócio a ser realizado é baseada na própria profissão ou formação profissional do empreendedor. Claro que isso não é regra, mas muitas vezes um jornalista abre uma agência de comunicação, assim como um fisioterapeuta inaugura um estúdio de pilates.

As 10 profissões em alta, mesmo diante das crises, segundo os especialistas, são das áreas da gestão, tecnologia, finanças, saúde e, finalmente, alimentação:

  • Saúde (médicos, dentistas, fisioterapeutas, psicólogos e enfermagem);
  • Planejamento e gestão financeira (economistas e contadores);
  • Administradores;
  • Marketing (ênfase em marketing digital);
  • Área de compras (gestão comercial, comércio exterior e relações internacionais);
  • Recursos humanos (psicólogos, administradores, assistentes sociais e gestores de RH);
  • Tecnologia da Informação (engenheiros, especialistas em redes, analistas de sistemas);
  • Biotecnologia (engenheiros, biólogos e químicos);
  • Área de logística (engenheiros em geral);
  • Área do Agronegócio (agrônomos e engenheiros).

O MEI em destaque durante a crise

O Brasil conta, hoje, com mais de nove milhões de microempreendedores individuais (MEIs). São empreendedores dos mais variados ramos, microempresários que apostaram na legalização para crescer.

O curioso é que somente nos primeiros nove meses de 2019, mais de 1,3 milhões de empreendedores se formalizaram, um salto de quase 20%. Ou seja, diante da crise econômica e das altas taxas de desemprego, a formalização sofreu um boom, levando um enorme contingente de empreendedores para a legalização.

É verdade que o desemprego é devastador e, para muitos, não resta outra solução a não ser empreender. Ou, no popular, “se virar”. Mas também é importante notar que a informalidade já não é um lugar assim tão confortável para esses empreendedores, que enxergam na legalização uma forma de apostar no crescimento de seu negócio.

Em agosto do ano passado, o Brasil contabilizava 24,3 milhões de pessoas trabalhando por conta própria (incluindo aí os mais de nove milhões de MEIs), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Há, aí, um espaço enorme para se trabalhar a legalização e, consequentemente, melhorar o empreendedorismo no país. É um desafio nacional, e tempos de crise trazem esse tema à tona!

São as seguintes as atividades mais registradas como MEI mesmo diante da crise:

  • Promoção de vendas;
  • Atividades de salão de beleza;
  • Atividades de serviços domésticos;
  • Preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo;
  • Delivery rápido;
  • Construção civil (pequenas obras);
  • Atividades de ensino;
  • Área de treinamento;
  • Apoio e assistência a paciente no domicílio;
  • Transporte rodoviário de carga;
  • Área de alimentos; e
  • Transporte de passageiros.

O que podemos aprender com as crises

Todo especialista em empreendedorismo sabe que a crise é uma excelente oportunidade para fortalecer negócios. Nós, do Gerando Empreendedores, não temos dúvidas disso, embora saibamos o quanto é difícil passar por momentos de retração econômica.

É diante da crise que sua empresa, serviços e produtos são colocados em xeque; é em meio a tempestades que somos obrigados a inovar, a transformar, a criar. A pergunta que todos se fazem, diante da crise, é: “como vender mais?”. A pergunta certa é “como vender mais e melhor?”. Isso significa que diante da crise, precisamos descobrir como vender mais, é verdade, mas também como nos tornar mais produtivos, como diminuir desperdícios, como melhorar sensivelmente a nossa margem de lucro. É preciso buscar soluções diante do coronavírus.

A crise da pandemia do novo coronavírus é mesmo diferente de tudo o que já vivemos. Os clientes não sumiram; eles simplesmente estão em quarentena, dentro de casa. Assim, consomem apenas o necessário, deixando de lado – momentaneamente, é bom frisar – gastos que faziam parte de seu dia a dia, seja com lazer, com vestuário, reformas habitacionais, etc.

Mas surgem atividades que ganham destaque neste momento. É importante observar quais, e porque fazem sucesso. Conheça, agora, as 5 atividades que se destacam em tempos de coronavírus.

1ª atividade em alta: área da saúde

Diante de qualquer crise, a área de saúde é das que menos sofrem os efeitos negativos da economia. Não que não tenham dificuldades nos períodos de retração, mas as pessoas não deixam de se tratar, e priorizam a saúde na hora de gastar seu dinheiro. É verdade que os planos de saúde perdem muitos associados em períodos de crise, mas as clínicas populares estão aí para se aproveitar disso, e essa é a dinâmica do mercado.

Se em tempos de crise, a saúde segue firme e forte, imagine em tempos de crise do coronavírus. A saúde está em alta, e atrai empreendedores, que buscam se firmar nesse momento tão difícil. Um exemplo muito claro disso é a quantidade de microempresários que está produzindo máscaras para vender. Muitos estão apenas aproveitando o momento, para reforçar o orçamento abalado pela crise, mas não tenha dúvidas de que muita gente vai enveredar pelo caminho da costura, empreendendo daqui por diante.

A saúde é uma das áreas que mais se beneficiam desse momento, e entre as atividades mais rentáveis, estão:

2ª atividade em alta: e-commerece

A quarentena isola as pessoas, e reforça ainda mais uma tendência internacional: o e-commerce. É verdade que o comércio eletrônico vem apresentando taxas robustas de crescimento, ano a ano, e esse é um caminho que aprece não ter mais volta.

Mas o confinamento está levando cada vez mais e mais pessoas para as compras online, e não há dúvidas de que para muitas delas isso irá virar um hábito. De acordo com os especialistas, pessoas que nunca compraram pela internet estão aderindo a esse sistema por necessidade, e muitos passarão a adotá-lo daqui por diante. Ou seja, o consumidor passa a fazer compras online por necessidade, e acabará fazendo outras compras futuramente, como material de construção, sapato ou eletrodomésticos, entre outros.

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) divulgou que o e-commerce no Brasil já cresceu mais de 30% por conta do coronavírus, mas a área de saúde registra um aumento de vendas online de 180%!

As vendas online que mais têm se destacado neste momento são:

  • Medicamentos e produtos farmacêuticos em geral;
  • Itens à venda em supermercados;
  • Alimentação (restaurantes, confeitarias, padarias, etc.).

Você já pensou na possibilidade de levar seu negócio para a internet? É oportuno pensar nisso.

3ª atividade em alta: alimentação

Você sabia que a alimentação é a segunda maior fonte de gastos dos brasileiros? Nós gastamos mais apenas com a habitação; e não é coincidência que tantos empreendedores optem pelo ramo da alimentação quando pensam que tipo de negócio abrir.

É fácil imaginar porque o segmento da alimentação é tão procurado. Todos precisam comer, e ainda que estejamos com pouco dinheiro não abrimos mão dos pequenos prazeres que uma pizza ou um sanduiche trazem.

Em época de crise, vende-se menos, claro, mas as pessoas não deixam de comprar comida. E se por um lado gastam menos com restaurantes e lanchonetes, gastam mais em mercados, padarias, açougues e mercearias.

Atividades em alimentação em alta, mesmo diante da crise do coronavírus:

  • Supermercados;
  • Pequenos mercados e mercearias;
  • Padarias;
  • Fornecedores de quentinhas.

4ª atividade em alta: delivery

A atividade de delivery deu um salto diante do confinamento. Afinal, alguém precisa transportar as compras do mercado ou da farmácia para a casa do cliente, certo? E muita gente está ganhando com isso.

Ainda não há números oficiais e conclusivos sobre o assunto, mas a startup Rappi, uma das gigantes do setor, anunciou que nesse período constatou um crescimento de 30% no número de pedidos em toda a América Latina, com maior incidência sobre as áreas de farmácia, restaurantes e supermercados.

Assim como o incremento do e-commerce, que certamente se beneficiará mesmo após o fim da crise, a área de delivery também está se expandindo e vai continuar crescendo, mesmo diante do fim da quarentena. Alguns hábitos vêm para ficar.

Montar um sistema de delivery tem sido um excelente negócio no momento, e uma dica é o delivery por meio de bicicletas, que é mais sustentável, barato e lucrativo.

5ª atividade em alta: marketing digital

O marketing digital já é uma realidade acessível para todo tipo de empresa, inclusive as menores. As redes sociais oferecem inúmeras oportunidades de divulgação e vendas, e muita gente está aproveitando para solidificar seu negócio, estabelecer uma comunicação direta com seus clientes e, claro, vender mais.

Da mesma forma, muita gente está ganhando dinheiro oferecendo as soluções do marketing digital. Muitas agências estão sendo criadas, e em momentos de crise investir em divulgação é fundamental e urgente. Inclusive, já publicamos um conteúdo sobre o tema que tem feito muito sucesso.

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